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8.15.2007

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÃO VIA ENDOVENOSA

É a via onde se tem a mais rápida ação do fármaco administrado, em que há a introdução da medicação diretamente na veia.

Os medicamentos injetados na veia devem ser soluções solúveis no sangue. Podem ser líquidos hiper, iso ou hipotônicos, sais orgânicos, eletrólitos, medicamentos não oleosos e não deve conter cristais visíveis em suspensão.

Deve-se preferir puncionar, inicialmente, membros superiores, evitando-se articulações. O melhor local é a face anterior do antebraço “não dominante”. Sempre iniciando do mais distal para o proximal em caso de acessos mais difíceis, para que não se inutilize um vaso sangüíneo na porção proximal, sendo que havia condições de acesso distalmente.

As indicações são:
- Necessidade de ação imediata do medicamento;
- Necessidade de injetar grandes volumes (hidratação);
- Introdução de substâncias irritantes de tecidos.

As veias da região cefálica costumam ser utilizadas em recém-natos e lactentes. As veias jugulares na região cervical são muitas vezes utilizadas em pacientes com dificuldade de acesso venoso, principalmente nas grandes emergências. Nas Unidades de Terapia Intensiva, para acesso venoso central a veia subclávia, para injeção de medicamentos, para infusão de alimentação parenteral, para acesso venoso central e para monitorização (pressão venosa central, cateter de Swan-Ganz).
Nos membros superiores utilizam-se as veias cefálica e basílica para manutenção de via venosa contínua. A veia intermediária do cotovelo é muito utilizada para coletas de sangue, para injeções únicas de medicamentos. Também podem ser utilizadas veias do dorso da mão (veias metacarpianas dorsais), tanto para injeções únicas. Embora possam ser utilizadas para manutenção de via venosa contínua, deve-se evitar.
Nos membros inferiores podem ser utilizadas as veia safena magna e tibial anterior. No dorso do pé, pode-se utilizar as veias da rede dorsal. Devem ser evitadas devido risco de flebites e embolia. São contra-indicadas em pacientes com lesões neurológicas



TÉCNICA DE PUNÇÃO VENOSA


Reuna todo material necessário em uma bandeja:
- Medicação;
- Bolas de algodão com álcool 70%;
- Seringas com SF 0,9% para lavar o acesso caso esse for mantido salinizado;
- Agulhas de acordo com a finalidade do acesso (scalp, abocath, agulha hipodérmica...);
- Garrote;
- Esparadrapo ou micropore para fixação, se for preciso.
- Dânula ou sililar;
- Equipo e soro em caso de infusões.

Procedimento:

- Lave as mãos.
- Explique o procedimento para o paciente.
- Use luvas de procedimento (não estéril) para sua proteção.
- Apoie o membro superior em um suporte e coloque o garrote acima do local a ser puncionado (aproximadamente 4 dedos acima), para dilatar a veia.
- Solicite que o paciente feche a mão, para melhor facilitar a visualização das veias.
- Escolha a veia apalpando-as. Se estiver rígida, escolha outra.
- Faça anti-sepsia no local da punção com uma bola de algodão com álcool 70%, com movimentos de baixo para cima (sentido do retorno venoso), virando-a a cada movimento.
- Para facilitar a punção, estique a pele para fixar a veia utilizando para isso o polegar da sua mão não dominante.
- Puncione a veia com o bisel da agulha para cima (parte pontiaguda para baixo e o buraquinho da agulha pra cima!), utilizando ângulo de 15º.
- Aspire e, caso venha sangue, solte o garrote e peça para o paciente abrir a mão.
- Verifique se a agulha está corretamente inserida na veia, se existe infiltração subcutânea ao redor, se está ocorrendo hematoma, se não houve transfixação da veia.
- Após estar certo que a agulha está no interior da veia, se for apenas medicação de dose única, injete o medicamento lentamente, retirando o acesso logo em seguida, comprimindo a região com um algodão e mantendo a compressão por 30 segundos. Não reencape a agulha. Despreze o material cortante em local próprio e lave as mãos.

Se for uma punção para manutenção do acesso por mais tempo (até 3 dias) utilizando SCALP:

- A técnica de punção é igual a da punção venosa direta, todavia devemos fazer a fixação do dispositivo, utilizando a técnica que mais se adapte ao caso e local da punção;
- O espaço interno do scalp deve ser preenchido por soro ou com o sangue que reflui da veia, para poder conectar no equipo de soro. Faça a fixação do scalp com esparadrapo, previamente cortado. Certifique-se de que o scalp esta no interior da veia, descendo o frasco de soro.
- Identifique com data e numeração do catéter utilizado (algumas instituições também solicitam que seja anotado o nome do profissional que realizou a punção).



TÉCNICA DE PUNÇÃO VENOSA COM CATETER TIPO ABOCATH

A técnica de punção é igual a das anteriores, com angulação de 15o e agulha com bisel para cima.

- Ao penetrar no interior da veia, veremos que reflui sangue no dispositivo transparente (canhão) do abocath.
- Segura-se o mandril e empurra-se o cateter para o interior da veia até fique complemente introduzido.
- Retira-se o mandril, comprimindo-se a ponta do catéter, sobre a pele, impedindo ou diminuido o refluxo de sangue;
- Conecta-se ao equipo de soro através de uma torneira de 3 vias ou similar.
- Após a punção, deve ser feito o teste de refluxo, para evidenciar que realmente o cateter está no interior do vaso e, então, inicia-se o gotejamento do soro e fixação do acesso.

Veja o vídeo a seguir:



APÊNDICE

PRINCIPAIS ABREVIATURAS UTILIZADAS

ml - mililitro

cc – centímetro cúbico

g - grama

µg ou mcg – micrograma

gt – gota

mgt – microgota

UI – unidade internacional

1 mililitro (ml) = 20 gotas (gts)

1 gota (gt) = 3 microgotas (mgts)

1 mililitro (ml) = 20 gotas (gts) = 60 microgotas (mgts)

Veja também:

ESCOLHA DA VEIA E DO CATÉTER

TIPOS DE DISPOSITIVOS INTRAVENOSOS

TIPOS DE SOLUÇÕES INTRAVENOSAS E COMPLICAÇÕES DO PROCEDIMENTO

TIPOS DE INFUSÃO E PERMEABILIDADE DO CATÉTER

INFUSÃO DE SOROS

31 comentários:

luciano disse...

boa noite meu nome e´luciano, de bh
e gostei muto de seus trabalhos agora tenho uma dúviva e gostaria de saber quento tempo posso manter um cater para puncao venosa?

Leide disse...

relacione os tipos de prescrição médica.


liste as contra indicações das diversas vias de ADM de medicação parenteral

Leide disse...

Liste o material e a técnica para realizar fluida terapia

Leide disse...

Qual o tempo que o Aboucath e escalpe pode permanecer em uma punção?

Leide disse...

Liste o material e a técnica para realizar fluida terapia

Leide disse...

material e a técnica para realizar fluida terapia

Patricia Faria disse...

Olá! Sou técnica de enfermagem e acadêmica de enfermagem. Achei muito interessante você ter criado um blog para discutir assuntos e tirar dúvidas sobre a nossa profissão.

Parabéns!

Continue...E nunca desista de seus sonhos. Porque na vida não existe pessoas de sucesso ou fracassadas, mas sim pessoas que desistem de lutar pelos seus sonhos. Força sempre!

Bjs.

rosiane disse...

adorei aprendi mto com vc,gostaria de ver videos mais detelhados no cuidado com criança e cti,se tiver algo agradeço.

Waldison disse...

adoreeeeeeeei seu blog, vierei super fã mesmo, vc expôs o passo a passo melhor q meus professores.

Keily disse...

Muito bom, ja add aos meu favoritos!
Parabéns!!

petrona disse...

De todos os videos que eu ja vi sobre punção venosa, este tirou todas as minhas dúvidas com relação a técnica, muito obrigado. Petrona.

Edinita disse...

Boa tarde,
Gostei muito do seu blog. Preciso de ajuda com diluição de medicamentos, quantidade de infusão para os tipos de medicação tipo: Tilatil, plasil, lasiz, hidrocortizona, etc. (EV) e (IM), obrigada por sua contribuição.
Um abraço.

A vida de uma menina GAÚCHA disse...

muito bem fez um bom trabalho...

Márcia disse...

Oi Carol fiquei com uma dúvida: no arquivo "administração de medicação EV,diz que a antissepsia deve ser no sentido do retorno venoso. E no vídeo que postou mostra uma coisa (antissepsia é feita sentido do retorno venoso), mas o locutor fala que é feita no sentido CONTRÁRIO do retorno venoso. E qual realmente está certo? Obrigada, parabéns pela iniciativa!

Rita disse...

Adorei! foi possível me esclarecer algumas dúvidas.

RAMIREZ disse...

EXCELENTE BLOG

Cristiana c alves disse...

Gostei muito desse conteudo, agradeço por vc ter tido essa ideia de ajudar pessoas que tenham duvidas e nos tb universitarios na area de enfermagem.
Muito bom e muito obrigado.

cristiana de itaborai rj

Cristiana c alves disse...

muito show esse seu blog

LÉO disse...

Muito bom seu blog, me ajudou a tirar algumas duvidas

LÉO disse...

Muito bom seu blog ADM de medicação EV tem que ter muito cuidado para fazer

Ana Carolina disse...

Respondendo ao comentário da Márcia:
Realmente o locutor diz "contrário ao retorno venoso", mas o correto é que a antissepsia seja realizada sempre o distal para o proximal ou seja no sentido em que o sangue está retornando ao coração. No caso de uma punção venosa no braço, deve-se realizar a antissepsia no sentido da mão para a axila... No caso de uma punção jugular, deve-se realizar a antissepsia da região mandibular para a região subclávia.

Amanda Buche disse...

Gostaria de saber que procedimentos posso fazer para atenuar hematomas quando rompe uma veia ao aplicar o contraste p/ exemes clinicos.

nilma disse...

gostei muito do seu blog tirei muitas duviadas.

MILANI disse...

LEGAL SEU BLOG, FOI UMA OTIMA IDEIA E DE GRANDE AJUDA, Deus te abençoe.
tudo de bom pra vc.
abraços do seu amigo de sempre, MILANI

MILANI disse...

LEGAL SEU BLOG, FOI UMA OTIMA IDEIA E DE GRANDE AJUDA, Deus te abençoe.
tudo de bom pra vc.
abraços do seu amigo de sempre, MILANI

MILANI disse...

Tenho um pergunta, e espero que possa me responder.

Quais os procedimentos que um tecnico em enfermagem devem realizar, quando uma mulher da entrada na unidade hospitalar, com contrações seguidas e preste a da a luz, e o medico esta a caminho?
o que o tecnico em enfermagem deve fazer nesta situação?

Aguardo a resposta. abração. tudo de bom pra vc!

Academico de Enfermagem Leonardo disse...

Legal teu blog, legal tua iniciativa.. esta me ajudando a relembrar alguns detalhes para a última prova amanhã.

Só queria deixar algo registrado, duas coisas que percebi.

O garrote, se posiciona à 10 cm do local da prefusão e não 4 cm, como você mencionaste.

Outro detalhe, o micropole você posicionou sobre uma bandeja? Que não esta estéril?
Sabe, que o risco de uma possível infecção é grave, não sabe??!
Até por que, você depois, como disse no vídeo, colocaste o micropole, para fixar, e ele entra em contato com a agulha, com o local da perfusão.. podendo ocasionar uma infecção.

Não sei como vocês aprenderam isto, mas aqui no Sul, pelo menos, este detalhe é bastante discutido.

Bom, de qualquer forma, não tira-se o teu mérito.
Parabéns pelo teu blog, continue postando mais materias.

Só cuida com estes detalhes.. no resto, esta maravilhoso, muito bem explicado, imagem de qualidade, áudio também de qualidade.

Se possíve, coloque as etapas para conectar o scalp no conector do soro... seria uma etapa antes das que você mostras-te neste vídeo.

Academico de Enfermagem Leonardo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Ana Carolina disse...

Leonardo... na verdade eu escrevi 4 dedos acima da área onde será realizada a punção (o que dá aproximadamente 10 à 12 cm)... quanto ao vídeo, eu aproveitei um já existente no You Tube... o vídeo não foi feito por mim, sendo assim, há falhas como o fato de não estar de luva, colocar o adesivo sobre a superfície da bandeja... etc.
Obrigada pelos comentarios

JuJu disse...

Olá, gostaria de tirar uma dúvida! faço a técnica e o sangue retorna pelo scalp, porem o paciente refere dor no momento que a medicação é injetada. Como proceder?

Cíntia Lemos disse...

Ola.Sou Cíntia, gostaria de saber mais sobre a VIA NASOGÁSTRICA. Desde já, obrigada!